segunda-feira, 29 de junho de 2020

“Bolsonaro tem avacalhado governadores”, diz Lula em conversa com Dino

Ex-presidente também afirmou que "se Bolsonaro não mudar de comportamento, nós vamos nos arrastar até 2022 chorando a morte de milhares"



ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (29/06) que o atual mandatário da República, Jair Bolsonaro (sem partido), tem “avacalhado” com os governadores durante a crise pandêmica do novo coronavírus.
“Ao invés de o presidente da República atender [medidas sanitárias] com carinho, ele fica xingando governadores, fica avacalhando governadores”, disparou Lula, em conversa com o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB).
O ex-presidente afirmou também que, “se Bolsonaro não mudar de comportamento, nós vamos nos arrastar até 2022 chorando a morte de milhares e milhares de companheiros nesse país que poderiam ser salvos”.
“Poderiam ser salvos porque vocês, governadores, provaram que têm competência para fazer. Agora, muitas vezes, o dinheiro não chega na hora; o financiamento não chega na hora; o leito não chega na hora; o remédio não chega na hora. Obviamente que dificulta”, completou.
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Lula voltou a defender que o governo imprima dinheiro durante a crise do novo coronavírus. “O povo do Maranhão, o povo do Brasil, tem que saber o seguinte: somente quem pode produzir dinheiro novo é o presidente da República”, disse.
Assista, a seguir, a íntegra da live:

Marinha compra quatro fragatas por R$ 9,1 bilhões

É o primeiro contrato da área militar do governo Bolsonaro. Acordo prevê que os navios de guerra sejam construídos em Santa Catarina

Marinha do Brasil formaliza nesta quinta-feira (05/03) o contrato de R$ 9,1 bilhões da compra de quatro avançadas fragatas da nova classe Tamandaré. É o primeiro contrato da área militar do governo Jair Bolsonaro. Os navios serão construídos em Santa Catarina, nos estaleiros Oceana, de Itajaí, por meio do consórcio Águas Azuis, formado por três empresas: a alemã Thyssenkrupp Marine System, associada com as brasileiras Atech e Embraer Defesa e Segurança. A primeira fragata será entregue em 2024 e a última em 2028.
A cerimônia de assinatura será um evento técnico, no Arsenal do Rio de Janeiro. A próxima etapa é dedicada à elaboração do projeto executivo e vai exigir um ano de adequações e estudos antes do início da construção da flotilha. A Marinha considerou até o segnpoder de fogo. Entretanto, o projeto ganhou dimensões decorrentes da aplicação como unidades de escolta, vigilância do mar e controle de área. Na terça-feira (02/03), o comando da força decidiu que os navios passam a ser designados como fragatas. A plataforma de referência é a família Meko A100, da Thyssenkrupp, com alterações.
São máquinas de guerra sofisticadas, lançadoras de mísseis e torpedos pesados. Incorporam recursos stealth, de redução de visibilidade ao radar, no desenho e no revestimento. Deslocam cerca de 3.500 toneladas e medem 107 metros. Levam apenas 136 tripulantes, mais um helicóptero, capaz de realizar operações antissubmarino, e um drone, veículo não tripulado de uma nova geração, com capacidade para pouso e decolagem verticais.
Os mísseis antiaéreos Sea Ceptor, com 25 km de alcance, são disparados por lançadores verticais. Os mísseis antinavio do tipo Exocet, europeus, e os nacionais Mansup, atualmente na campanha final de testes, tem alcance entre 70 km e 180 km. Os recursos de precisão permitem que possam ser dirigidos também contra outros alvos – instalações em terra, por exemplo. Ambos os tipos, carregando ogivas de 180 kg de explosivos de alto rendimento, utilizam o mesmo sistema de lançamento.
Não é só. As novas fragatas tem dois canhões de tiro rápido e duas lanchas de casco semirrígido em compartimento interno. Servem para levar grupos de forças especiais em missão de abordagem ou desembarque furtivo. Para defesa próxima há duas metralhadoras .50 a bombordo (lado esquerdo) e estibordo (lado direito). Torpedos pesados de 533 mm com raio de ação de 50 km e 250 kg de carga explosiva, completam o arsenal de bordo.
A força de fragatas atualmente em uso tem cerca de 40 anos. São da classe Niterói, de 3,2 mil toneladas, compradas no Reino Unido durante o governo do general Ernesto Geisel, e modernizadas ao menos duas vezes nesse período. O envelhecimento do grupo é um problema para a defesa dos 5,7 milhões de km² no Atlântico Sul que a Marinha chama de Amazônia Azul.

Em dezembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou a ação e arquivou o processo. Pouco depois disso, o presidente Jair Bolsonaro aprovou o aporte suplementar de R$ 4,25 bilhões para a capitalização – iniciada em 2018 – da Emgepron-Empresa Gerencial de Projetos Navais, organização corporativa da Marinha que vai cuidar da gestão de todo o empreendimento. Segundo o almirante Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, chefe da Diretoria de Gestão de Programas, “esse modelo vai conferir a necessária agilidade de execução ao programa Tamandaré”.
O contrato é amplo. Tem amplas cláusulas de compensações comerciais e de transferência de tecnologia em todas as áreas e fases. A primeira fragata terá cerca de 32% de índice de nacionalização. Os três navios seguintes terão 41,5%.
A Marinha estimam que o projeto vai gerar 2 mil empregos diretos e mais 4 mil indiretos em Itajaí e em toda a rede nacional de fornecedores.

domingo, 28 de junho de 2020

TJ aprova foro especial a Flávio e troca juiz do caso das 'rachadinhas'

Justiça do RJ aceita recurso de Flávio Bolsonaro, e caso das 'rachadinhas' vai para 2ª instância

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A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RJ decidiu, por 2 votos a 1, por acatar o pedido de habeas corpus da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos - RJ). Com a decisão, o processo sobre as “rachadinhas” sai da primeira instância e será avaliado pelo Órgão Especial, na 2ª instância.
Os desembargadores da 3ª Câmara decidiram, também por 2 votos a 1, pela validade das decisões do juiz Flávio Itabaiana até agora no processo. As desembargadoras Suimei Cavalieri e Mônica Toledo concordaram em manter os atos, e Rangel foi contra.
Isso significa a manutenção da prisão de Fabrício Queiroz, como também, o mandado de prisão contra a sua mulher, Márcia, que está foragida. Os dois são suspeitos de participação no esquema das "rachadinhas" no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Por 2 votos a 1, desembargadores aprovaram foro especial que leva processo ao Órgão Especial do TJ

Apesar da validade mantida, o Órgão Especial do TJ, que assumirá o caso, pode rever as decisões.
Luciana Pires, advogada do senador, informou que vai pedir a anulação das decisões de Itabaiana.
"A defesa agora buscará a nulidade de todas as decisões e provas relativas ao caso desde as primeiras investigações. A defesa sempre esteve muito confiante neste resultado por ter convicção de que o processo nunca deveria ter se iniciado em primeira instância e muito menos chegado até onde foi. Flávio Bolsonaro era deputado estadual na época e o juízo competente para julgar o caso seria o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, como acaba de ser reconhecido", disse.
 Como cada desembargador votou:
Relatora e desembargadora Suimei Cavalieri: votou contra o habeas corpus, e a favor da validade das decisões de Itabaiana;
desembargadora Mônica Toledo: e votou a favor do habeas corpus e a favor da validade das decisões;
Paulo Rangel: votou a favor do habeas corpus e a contra da validade das decisões.
O que pediu a defesa
Os defensores do parlamentar questionavam a competência de Itabaiana para conduzir o processo que envolve Flávio Bolsonaro no esquema das chamadas "rachadinhas" -- quando um parlamentar fica com parte dos salários dos funcionários de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
O senador, filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é apontado pelo Ministério Público estadual como chefe de uma organização criminosa.
 A defesa de Flávio Bolsonaro considera que o Órgão Especial do TJ, formado pelos desembargadores mais antigos do tribunal, é o competente para julgar o caso já que o senador era deputado estadual no período em que teriam ocorrido os fatos.
Já os investigadores do caso se apoiavam em jurisprudência criada em tribunais superiores de que o foro encerra quando o mandato termina, assim o caso poderia permanecer com o juiz Itabaiana.
Pedidos na Justiça
O julgamento desta quinta-feira é mais um capítulo deste processo que apura o escândalo das chamadas "rachadinhas". Desde o início das investigações, o senador Flávio Bolsonaro questiona a legitimidade do juiz Flávio Itabaiana de atuar no caso.
Em março, a desembargadora Suimei Cavalieri chegou a conceder uma liminar suspendendo a ação até que a Câmara se reunisse. Dias depois, ela reviu a decisão e manteve o andamento das investigações na 27ª Vara Criminal.
"A realidade é que inexiste lei em sentido formal ou material a conferir ao paciente (Flávio Bolsonaro) foro por prerrogativa de função perante o Judiciário Fluminense, subsumindo o caso aos critérios de definição de competência do Código de Processo Penal. Não há interpretação razoável que permita forcejar a aplicação da exceção em detrimento da regra, não há lacuna a ser colmatada nas normas legais e, portanto, qualquer ilegalidade a ser sanada", escreveu a desembargadora ao reconsiderar a decisão.

Médicos e enfermeiros são denunciados por notícias falsas sobre a Covid-19

Entre as notícias falsas, profissionais divulgaram supostas curas para a doença
Foto: Divulgação
Por Redação O Sul | 28 de junho de 2020
Pelo menos 79 denúncias foram registradas contra médicos e enfermeiros em todo o Brasil por divulgação de fake news ou “curas milagrosas” durante a pandemia do novo coronavírus. Em 40 casos, foram abertas sindicâncias para apurar as denúncias. Em seis, já há processos éticos.
O levantamento foi feito pelo site G1, que entrou em contato com as assessorias de todos os Conselhos Regionais de Medicina e Conselhos de Enfermagem.
Das 79 denúncias, 59 foram registradas pelos Conselhos Regionais de Medicina e 20 pelos de enfermagem. Os Conselhos de Medicina também registram a maior parte das sindicâncias (36) e dos processos éticos (cinco). Em 20 de março, o Conselho Federal de Enfermagem suspendeu por dois meses os prazos para os procedimentos por causa do isolamento social.

Escutas mostram preocupação de Aécio Neves antes da delação da JBS

3 em 1 - Áudio revela pressão do senador Aécio Neves sobre o governador do Paraná, Beto Richa.

Pivô de crise com procuradores da Lava Jato retira candidatura a conselho do MPF


postado em 28/06/2020 16:42
Asubprocuradora-geral Lindôra Araújo, aliada do procurador-geral da República, Augusto Aras, desistiu de concorrer a uma vaga para o Conselho Superior do Ministério Público Federal. O anúncio ocorre em meio à crise provocada dentro da Procuradoria após sua visita à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que tratou a ida como uma "diligência" para obter dados e informações sigilosas da operação.

A crise culminou na debandada de três membros do grupo de trabalho da Lava Jato na PGR, que está sob coordenação de Lindôra. Sem citar o caso, a subprocuradora disse que desistia de concorrer na eleição interna em razão de "inúmeras atividades" que ela vem exercendo.

"Colegas, em razão de inúmeras atividades que venho exercendo, resolvi retirar minha candidatura ao CSMPF pelo colégio de subprocuradores", escreveu Lindôra Araújo, em comunicado interno na rede da PGR.

Nos bastidores, a desistência da candidatura é vista como reflexo do mal-estar provocado por Lindôra ao visitar a força-tarefa da Lava Jato no Paraná, na semana passada. A visita foi feita após Aras despachar ofícios aos procuradores cobrando informações sigilosas da operação, como mídias obtidas em quebras de sigilo e relatórios financeiros.

A nota da PGR sobre o caso, divulgada neste domingo, 28, também não teria ajudado a pacificar os ânimos dentro da Procuradoria. A publicação afirma que a Lava Jato "não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal (MPF), mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição", citando a lei do estatuto do MPF.

Aliada de Aras, Lindôra era um dos nomes mais próximos do PGR na disputa por uma das vagas do Conselho Superior do Ministério Público Federal, que será escolhida na próxima terça, 30. A votação será restrita aos subprocuradores - último grau da carreira na Procuradoria. Na semana passada, votação aberta a toda a categoria consagrou dois procuradores críticos à gestão Aras, Mario Bonsaglia e Nicolau Dino.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal é o órgão máximo da Procuradoria, presidido pelo PGR, com a função de elaborar e aprovar normas internas e realizar sindicâncias e aplicar sanções a procuradores a partir de processos administrativos disciplinares.

Zema esclarece vídeo sobre calamidade que voltou a viralizar na internet

Gravação feita em março anunciava medidas mais restritivas do que as atuais em Minas Gerais



(foto: Reprodução/Facebook Romeu Zema)
(foto: Reprodução/Facebook Romeu Zema)
Um vídeo em que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) anuncia estado de calamidade pública viralizou nas redes sociais nessa semana. No entanto, o chefe do Executivo estadual esclareceu em suas redes sociais que o material foi gravado em março, quando foi publicado o decreto.
SAIBA MAIS
Ao compartilhar a gravação como se fosse atual, as pessoas têm feito alusão às medidas mais restritivas adotadas pelo governo mineiro no início da pandemia do novo coronavírus. No momento atual, várias regiões já flexibilizaram regras do comércio com apoio do programa Minas Consciente.

“A recomendação atual, do Comitê da COVID-19, é que as macrorregiões de Saúde: Leste do Sul, Norte e Sul sigam os protocolos da onda branca do Plano Minas Consciente. As outras 11 macrorregiões do Estado devem abrir somente serviços essenciais, de acordo com os protocolos da onda verde”, atualizou o governador.

Nas últimas 24 horas, foram confirmadas 17 mortes e registrados 1.775 novos casos de COVID-19. Com esses números, Minas chega a 899 mortos, de acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, neste domingo (28). O balanço aponta que são 42.741 diagnósticos positivos para a doença.
O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência









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